Erva Doce (Lathyrus odoratus)

box-erva-doceHabitualmente pode ser usada na culinária, nomeadamente em bolos (ex. folar) mas serve para muito mais do que isso.

Também conhecida por funcho, esta planta costuma ser recomendada em chá às crianças quando elas sofrem de cólicas, precisamente pelas suas propriedades medicinais.

Aqui ficam duas versões de Infusão para diferentes situações:

#1 – Reumatismos, Vesícula e Rins

folhas frescas de erva-doce

Usar as folhas de Erva Doce em infusão. Deixar repousar 10 mins., coar e tomar após as refeições.

#2 –Aerofagia, dores de estômago e digestões dificeis

Usar as sementes, 2 c sopa para 1L de água. Deixar repousar 10 mins. e tomar de 2 em 2 horas.

Remédio caseiro para a conjuntivite

Olho com conjuntivite

Esta semana tive mais uma das da minhas conjuntivites.Num momento estava tudo bem com os meus olhos e no outro já não. Sentia a vista “pesada” e comecei com alguma comichão. Nessa mesma noite, comecei a ficar com a vista muito vermelha e a secreção começou a sair.

Resultado: assim que dormi um par de horas, a vista colou.

Na manhã seguinte foi a correria para a farmácia. Geralmente o Clorocil, aplicado durante o dia, acalma e melhora os sintomas, mas noto que leva algum tempo a fazer efeito.

Com pena minha, o facto de ter que passar o dia fora de casa não me permitiu aplicar um dos meus remédios naturais. Geralmente costumo fazer chá de camomila para ir lavando a vista ao longo do dia (um pouco como faço com as gotas da farmácia, já que o efeito é idêntico).

Mas hoje, ao consultar um site onde encontro algumas destas informações quanto a remédios caseiros, eis que me deparei com uma “fórmula” muito simples: leite e mel. Parece-vos estranho? Yep, a mim também. Mas no fundo não é mais estranho do que aplicar chá na vista, certo?leite_e_mel

Pelo que li, basta amornar o leite (não em demasia, para não queimar a vista) e juntar uma colher de mel, mexendo bem até estar tudo bem misturado, vertendo depois as gotas para dentro do olho.

Eu já conhecia as propriedades anti-bacterianas do mel. Uso-o bastante para tratar a tosse, juntamente com açafrão, limão ou gengibre. Aqui, irá actuar da mesma forma sobre o olho.
Por outro lado, o leite tem um efeito calmante, pelo que as duas coisas a actuar em conjunto tendem a acalmar um pouco a irritação do olho, ao mesmo tempo que o curam.
Outros conselhos que encontrei foram ainda o de colocar uma batata crua sobre o olho inflamado (um dos sintomas da conjuntivite) pois as suas propriedades adstringentes ajudarão a reduzir o inchaço.

Definitivamente, hei-de experimentar. A única coisa que preciso arranjar é algo de onde possa verter as gotas para a vista. Como nem faço ideia se isso se vende nas farmácias, estou a pensar em guardar um dos frascos do Clorocil (que perde a validade após 28 dias de abertura) e lavá-lo bem, esterilizá-lo e fazer uso dele para esta função.
(Se for má ideia ou se alguém tiver uma melhor, por favor diga!)

Deixo aqui ainda, a título informativo, os 3 tipos de conjuntivite existentes:

Alérgica – pode causar comichão, vermelhidão no olho, inchaço e lacrimejar excessivo. Para além dos sintomas na vista, pode ainda notar que espirra com mais frequência ou comichão no nariz.

— Neste caso aconselha-se a detectar a fonte da alergia e a manter-se afastada o mais possível da mesma.

Bacteriana – caracterizada por uma secreção viscosa que cola os olhos durante o sono, causa também algum inchaço, comichão e dores.

Viral – habitualmente afecta apenas um olho (embora possa espalhar-se para o outro) e causa um lacrimejar insistente. Para além deste lacrimejar, pode ainda sentir-se com sintomas de gripe.

A conjuntivite alérgica é a única que não é contagiosa.

Resta-me apenas lembrar que publico estes artigos mais para minha informação pessoal do que como alternativa clínica ao tratamento prescrito pelos médicos. Não me quero substituir à medicina de forma nenhuma. O que quero é apenas encontrar alternativas para mim e para a minha famíia que não recorram a químicos, usufruindo da farmácia natural que temos em casa, nos nossos frigoríficos e nas nossas dispensas.

Fontes:

http://www.diynatural.com/home-remedies-for-pink-eye/
http://www.nativeremedies.com/ailment/pink-eye-symptoms.html#anchor-5

Alfazema ou Lavanda (Lavandula angustifolia)

A Alfazema é uma planta oriunda do Mediterrâneo que cresce espontaneamente em Portugal. É também denominada lavanda, uma designação que deriva do latim lavare, por ter sido sempre muito utilizada em lavagens do corpo.

Conhecida pelas suas propriedades medicinais relaxantes há muito tempo, era já usada pelos romanos para tratar dores de cabeça e em banhos para relaxar. Usavam-a também para criar ambiente agradável , espalhando-a pelo chão ou em cima de qualquer espaço.

A alfazema crece normalmente até cerca de 40 a 60 cm de altura e apresenta folhas aromáticas com pelos. A suas flores, tipo espiga aparecem no início de Julho.

A planta é rica em óleos essenciais, saponinas, taninos e alcalóides, sendo por isso bastante usada no fabrico de perfumes, sabões e detergentes.

A nível culinário, pode ser usada em pratos de peixe, carne e até em alguma doçaria. Mas é mais conhecida a nível medicinal.

Um banho de imersão ajuda a relaxar e a reduzir o stress. Para combater a insónia e ter uma noite relaxada, pode usar-se alfazema dentro da almofada. Adicionar algumas gotas de óleo essencial a uma lamparina de aromas pode ajudar a combater dores de cabeça e enxaquecas.

É ainda colocada nos armário, para prevenir as traças.

A alfazema serve para: acalmar, melhorar a digestão, combater a alergia à picada de insetos e conferir mais energia, estados psicológicos de inquietação, perturbações do sono, irritação gástrica, flatulência, colites nervosas, dispepsia nervosa, má circulação e hipotensão arterial, exaustão física.

NOTA IMPORTANTE: não usar em caso de ter úlceras gástricas!

Modo de uso:

  • Infusão: 70 g de flores em 1 litro de água fervente.
  • Culinária: pode fazer parte de umas misturas para tempero ou como aromatizante em sobremesas como sorvetes, cremes, e molhos doces.
  • Chá: Para combater a irritação gástrica ou a flatulência, coloque 1 colher de chá de flores em 250 ml de água e deixe descansar por 5 minutos, coe e beba ainda morno.

Fontes:

 

Aveia (Avena Sativa)

A Aveia (avena staiva) é um alimento e um medicamento bastante completo.

O seu consumo regular traz inúmeros benefícios ao nosso organismo, sendo indicada para ajudar a combater a fadiga nervosa, depressão, ansiedade, insónia e convalescença (porque aumenta a energia e actua como um tónico).

Actua como auxiliar no tratamento da diabetes e preventivo de ateroesclerose e hipertensão. Combate  o reumatismo, dores ciáticas, perturbações hepáticas e reduz os níveis de colesterol do sangue.

 

Rica em minerais como cálcio e ferro, vitaminas do complexo B e E, proteínas e fibras, a aveia ainda melhora o funcionamento intestinal (garantindo a expulsão das toxinas com a frequência necessária), facilita a digestão e controla quantidade de açúcar no sangue.

Mas, para que ela tenha todos esses efeitos positivos, é preciso consumir da maneira correcta.

“Recomenda-se a ingestão de 30 gramas de aveia por dia, ou seja, três colheres de sopa. Além disso, é indicado tomar de cinco a seis copos de água por dia, senão ela causará efeito contrário, que é a obstipação (prisão de ventre)”, orienta a nutricionista Vivian Goldberger, ao explicar que é possível acrescentar aveia em frutas, sucos ou vitaminas e ainda em receitas como tortas, quiches, pães e almôndegas.

A melhor altura para a consumir é de manhã, onde nos garante os nutrientes necessários para um dia bem começado, e um intestino liberto, 2 pontos-chave para uma saúde invejável.

Existem 3 tipos de aveia:

Em flocos – o grão é prensado integralmente, um processo que conserva seus principais nutrientes. Pode ser polvilhado sobre frutas, saladas e iogurtes.

Farelo – esse tipo provém da camada externa do grão e, por isso, possui maior concentração de fibras betaglucanas. Ideal para ser usado em massa de pães e bolos.

Farinha – obtida da parte mais interna do grão e, assim, perde na carga de fibras. Usada nas receitas de pães, panquecas e bolos, sendo até uma alternativa para substituir a farinha de trigo.

É ainda um excelente hidratante para a pele e cabelo, devido às suas propriedades emolientes e suavizantes.

Mas, para além das propriedades de beleza, a aveia ajuda a combater ainda alguns problemas de pele, quer na fase de prevenção, quer de tratamento.

Aplicação prática | Receitas:

Máscaras corporais e/ou faciais:

Uma óptima forma de se aplicar no corpo é juntar um bom bocado de leite de aveia numa banheira com água quentinha, um bocadinho de óleo e/ou umas gotinhas de um óleo essencial e relaxar!
Também se pode cozer a aveia até uma consistência agradável, deixar arrefecer, misturar flores e plantas secas e moídas e um bocado de argila e fazer uma máscara hidratante, nutritiva e suavemente esfoliante, que pode ser aplicada em qualquer parte do corpo. Em casos de problemas de pele, algumas das plantas que se podem juntar a esta máscara são a calendula, a camomila e a alfazema.

Infusão

A Aveia quando usada como infusão, é muito boa para estimular o apetite, a sua infusão também atenua dores no tórax e ajuda também a a aliviar dores de  garganta. Quando usado para bochechar é um óptimo preventivo contra a formação de cáries dentárias.

Decocção

Em uso externo a água da sua decocção, ou seja, a água de ferver ou cozinhar a aveia, pode ser usada contra eczemas, frieiras e impinges, também actua como hidratante para peles secas.

Fontes: